sábado, 7 de maio de 2016

Plástico altera superfície da Terra e vira fóssil do futuro

 Com o plástico que geramos poderíamos envolver a Terra em várias camadas
 
Nosso planeta está entrando em uma "Idade de plástico" e estes materiais vão se transformar nos fósseis do futuro.
A presença em nosso mundo de materiais sintéticos derivados do petróleo e de outras substâncias, não é e nem chegará a ser como a matéria orgânica e mineral que compõe o solo natural da crosta terrestre, no entanto, se todo o plástico fabricado nas últimas décadas fosse filme transparente, haveria quantidade suficiente para produzir uma camada que cobriria todo o planeta, de acordo com um estudo internacional no qual participam cientistas da Universidade de Leicester no Reino Unido.
 
Presentes em todas as partes
"Atualmente produzimos quase 1 bilhão de toneladas de material plástico a cada três anos", assegura Jan Zalasiewicz, professor de Paleobiologia da Universidade de Leicester.
O estudo sugere que a superfície do planeta, tanto sua terra firme como O estudo sugere que a superfície do planeta, tanto sua terra firme como os oceanos, está sendo alterada notavelmente pela produção destes materiais de longa duração fabricados pelos seres humanos, e como consequência estamos entrando em uma autêntica 'Idade ou Era de Plástico'.
"Os plásticos eram mais ou menos desconhecidos para nossos avós quando eram crianças, mas agora, são indispensáveis para nossa vida cotidiana", segundo Zalasiewicz.
Em nosso dia a dia, os plásticos "estão por todas as partes. Envolvendo os alimentos, sendo recipientes para a água e o leite, proporcionando vasilhas para os ovos, o iogurte e o chocolate, mantendo nossos remédios livres de germes, e constituem a maior parte da roupa que usamos", acrescenta o professor da universidade, primeiro signatário do estudo.

Pesquisa sobre o impacto dos plásticos no oceano na Universidade de Cádiz dentro do projeto da Expedição Malaspina 2010 do CSIC.

Fósseis Plásticos
Para Zalasiewicz, os plásticos estão presentes em todas as partes na Terra, desde os cimos das montanhas até o profundo fundo oceânico e, no futuro, "podem se fossilizar, ou seja, se transformar em fósseis ou restos mais ou menos petrificados de outras épocas geológicas conservados nas camadas terrestres".
O estudo sugere que os plásticos têm um impacto muito durável sobre a geologia do planeta, porque são materiais inertes e difíceis de se degradar e, como resultado disso, quando sujam uma paisagem se transformam em uma parte do solo. Além disso, frequentemente  terminam no mar sendo consumidos pelos peixes e as aves marinhas e matando muitos destes seres.
Segundo os cientistas, os plásticos podem viajar milhares de quilômetros, presos nos "grandes remendos de lixo oceânico que flutuam em distintas partes do mar; ficar depositados em praias distantes; ou, eventualmente, podem afundar até o fundo do mar para se transformar em uma parte das camadas geológica do futuro".
Para o professor Zalasiewicz, os plásticos continuarão entrando no ciclo sedimentar durante os próximos milênios e, uma vez enterrados, ao serem tão resistentes, têm uma boa oportunidade de fossilizar e deixar um sinal deste material e da 'Era do Plástico' durante muitos milhões de anos no futuro.



                           

                          


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