quarta-feira, 2 de julho de 2014

Superbanana pode ajudar a combater desnutrição na África

Bananas


Uma banana com DNA modificado pode ajudar a combater a carência de vitamina A na África. Desenvolvida por cientistas australianos, a fruta está em fase de teste nos EUA.
A chamada superbanana contém mais betacaroteno. Presente na laranja e na cenoura, esta subtância ajuda o corpo a produzir vitamina A, nutriente importante para funções como a visão e o desenvolvimento dos ossos.
De acordo com os cientistas, a nova fruta é capaz de aumentar em até 10 vezes o potencial da banana de estimular a produção de betacaroteno pelo corpo. Resultado de nove anos de pesquisa, o potencial desuperbanana vem animando os pesquisadores.
"Cerca de 15 a 30 por cento da população de Uganda formada por crianças com menos de cinco anos e mulheres em idade fértil sofrem de carência de vitamina A", afirma Jack Dale, cientista da Universidade australiana de Queensland.
Uganda e bananas
De acordo com Scientific American, a fruta geneticamente modifica cairia como uma luva nos hábitos alimentares de Uganda, país localizado no leste da África. Lá, cerca de 30% das calorias ingeridas diariamente pelas pessoas vêm das bananas.
Em média, quem vive em Uganda come de 3 a 11 bananas por dia. Em um ano, isso pode representar a ingestão de mais de 360 quilos de fruta. Até o termo usado na língua local para comida (matooke) vem de um prato feito à base de banana.
"A banana representa para quem é de Uganda o que a batata significa para quem é da América ou o arroz representa para quem é do Leste Asiático", afirma Dale. Ou seja, a fruta é um item essencial na dieta daquele país.
Entretanto, a superbanana ainda deve demorar um tempo até chegar às mesas de Uganda e outros lugares do mundo. Isso porque a maioria das legislações ainda não permite a liberação imediata para consumo de alimentos geneticamente modificados.
Exame.com

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