terça-feira, 13 de agosto de 2013

Na Groenlândia, camada de gelo derrete também "de baixo para cima"

Não é apenas o aumento das temperaturas na atmosfera que leva ao derretimento das camadas de gelo nos polos. Um estudo liderado pelo Centro de Pesquisa Alemão para a Geociência publicado esta semana no periódico “Nature Geoscence” concluiu que, no caso da Groenlândia, o calor proveniente do interior da Terra também tem grande influência nesse fenômeno e está levando a um processo de derretimento “de baixo para cima”.
De acordo com o estudo, fluxos de calor que têm origem no interior da Terra geralmente têm efeitos insignificantes em comparação àqueles com origem no sol e na atmosfera. Mas, na camada de gelo mais antiga e mais grossa da Groenlândia, a influência do calor geotérmico é grande.
Isso porque, em determinadas regiões da Groenlândia, a litosfera – camada geológica mais externa da Terra – é mais fina do que na maioria das regiões do planeta. Isso resulta em grandes diferenças no estado do gelo basal em diferentes regiões da Groenlândia, “com áreas de rápido derretimento basal e áreas onde a base do gelo é extremamente gelada”, diz o estudo.
 As camadas de gelo continentais desempenham um papel importante no clima, mas as interações entre o gelo e a temperatura atmosférica não são inteiramente compreendidas até hoje. Estudos mostram que o derretimento do gelo da Groenlândia contribui para o aumento do nível do mar em 0,7 milímetro por ano.
 O modelo desenvolvido pelos pesquisadores para medir o derretimento do gelo, que leva em conta a intensidade da influência do calor do interior da Terra, ajuda a explicar por que as temperaturas em regiões tão próximas da Groenlândia podem variar tanto: isso se deve à espessura da litosfera na região, que também tem grande variação mesmo em curtas distâncias.
 Cientistas afirmam que esse fator deve ser levado em conta em estudos futuros sobre mudanças climáticas.
G1

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