sexta-feira, 18 de maio de 2012

Rios invisíveis abastecem as lavouras e hidrelétricas do Brasil

Por cima de nossas cabeças flutuam rios que não somos capazes de ver. São correntes de água em forma de vapor que viajam até 5 mil quilômetros entre o Norte do país e a Argentina a uma altitude de mil a 3 mil metros.
        Apesar de invisíveis, afetam diretamente nossa vida. O vapor que carregam é responsável por grande parte das chuvas que alimentam as cabeceiras dos rios da Amazônia, fertilizam as terras agrícolas do Sul do Brasil e abastecem as hidrelétricas que fornecem energia para nossas casas e indústrias.
Essas correntes de nuvens que atravessam o país foram apelidadas pelos cientistas de Rios Voadores. Estima-se que seu fluxo de água, em forma de vapor, seja comparável ao do rio Amazonas, o mais caudaloso do mundo, com uma vazão de 200 milhões de litros de água por segundo.
        Em parceria com alguns dos maiores especialistas em meteorologia e hidrologia do país, o aviador e explorador ambiental inglês Gérard Moss viaja a bordo de um avião monomotor e de um balão para coletar amostras de vapor d’água ao longo do território brasileiro. Ele pretende mapear o trajeto dos rios invisíveis e explicar como influenciam o clima do país. Por sua contribuição ao meio ambiente, Moss foi recentemente condecorado pela rainha da Inglaterra, Elizabeth II. Conheça ao lado parte do que esse explorador já descobriu voando atrás dos rios que voam.
CAMINHO DAS ÁGUAS
            Como se formam e por onde passam os rios de vapor
1) Perto da linha do Equador, a água do Oceano Atlântico se evapora intensamente. Os ventos alísios (que sopram de leste a oeste) se carregam de umidade e a transportam em direção ao continente.

2) Ao seguir terra adentro, parte da umidade se transfoma em chuva que cai sobre a Floresta Amazônica. As árvores absorvem a água. Quando transpiram, a devolvem em forma de vapor.

3) As massas de ar seguem na direção oeste e encontram a Cordilheira dos Andes. Parte da umidade se precipita na encosta das montanhas, formando as cabeceiras dos rios amazônicos.

4) Outra parte dos ventos úmidos faz a curva para o Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil. Essa umidade transforma-se na chuva que irriga as lavouras, enche os rios e alimenta as represas de hidrelétricas.
                                                                                                                                                           

Galileu.com

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